TRISTE
J.G. de Araujo Jorge
Extraído do livro
"Uma professora maluquinha"
Eu hoje acordei triste.
Há certos dias em que sinto esta mesma sensação.
E não sei explicar qual a razão
por que as mãos com que escrevo estão frias.
E pergunto a mim mesmo: "Tu não rias inda ontem tão feliz?
Diz-me, então, por que sentes pulsar teu coração destoando das humanas alegrias?"
E nem eu mesmo sei dizer por que estou triste.
Quem me olha não calcula, com certeza,
o imenso caos que no meu peito existe.
A tristeza que eu sinto ninguém vê.
É a maior das tristezas,
é a tristeza que a gente sente sem saber por quê.
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